Dilectíssimas em Cristo Jesus,
Havendo-me sido pedido pelo vosso e nosso senhor, o conde João Francisco, que eu escrevesse algumas palavras de minha própria mão às Vossas Caridades, escrevo-vos em nome do nosso Salvador para que vos esforceis por saborear e conhecer quão bom e suave é o nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, embora não queira que andemos pelo caminho largo dos pecados, tampouco exige de nós uma consciência tão estreita que tomemos cada palha por uma trave.
Ao nosso Salvador agrada uma consciência serena, tranquila e pacífica, que confie tanto na sua bondade e no seu sangue, acreditando que os nossos pecados leves são facilmente absorvidos pelas entranhas da sua piedade. E, embora queira que evitemos pecar, ainda que venialmente, tanto quanto possível, agrada-lhe também que, quando o homem cai por fragilidade, não se entristeça tanto a ponto de perder a tranquilidade da mente. Pelo contrário, deve logo contemplar a sua imensa doçura e dizer: "O meu benigno Senhor satisfará por mim", tendo sempre o bom propósito de servi-lo de coração sincero. Pois aquele que se torna escrupuloso com cada pequena coisa mais do que o necessário demonstra ter pouca confiança na bondade divina, a qual não exige de nós senão aquilo que podemos fazer.
Mas estar sem pecados veniais não nos é possível, e querer transformar os veniais em mortais é perturbar-se a si mesmo e fazer da vida cristã uma servidão, quando, pela graça de Deus, ela é supremamente livre. Isso é transformar em uma lei de temor aquilo que é uma lei de amor.
Entregai vosso coração ao nosso Senhor Jesus Cristo, abandonai o apego ao mundo e servi-o com verdadeiro amor, pois Ele é um Amante tão perfeito que nunca se ira. Pelo contrário, busca aqueles que não O amam e continuamente renova o amor com a sua Esposa.
Segui, pois, alegremente pelo seu caminho, considerando frequentemente a felicidade eterna que Ele preparou para os seus dilectos.
A graça de Jesus seja convosco. Amém.
Florença, 3 de abril de 1497.
Dilectíssimas em Cristo Jesus,
Havendo-me sido pedido pelo vosso e nosso senhor, o conde João Francisco, que eu escrevesse algumas palavras de minha própria mão às Vossas Caridades, escrevo-vos em nome do nosso Salvador para que vos esforceis por saborear e conhecer quão bom e suave é o nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, embora não queira que andemos pelo caminho largo dos pecados, tampouco exige de nós uma consciência tão estreita que tomemos cada palha por uma trave.
Ao nosso Salvador agrada uma consciência serena, tranquila e pacífica, que confie tanto na sua bondade e no seu sangue, acreditando que os nossos pecados leves são facilmente absorvidos pelas entranhas da sua piedade. E, embora queira que evitemos pecar, ainda que venialmente, tanto quanto possível, agrada-lhe também que, quando o homem cai por fragilidade, não se entristeça tanto a ponto de perder a tranquilidade da mente. Pelo contrário, deve logo contemplar a sua imensa doçura e dizer: "O meu benigno Senhor satisfará por mim", tendo sempre o bom propósito de servi-lo de coração sincero. Pois aquele que se torna escrupuloso com cada pequena coisa mais do que o necessário demonstra ter pouca confiança na bondade divina, a qual não exige de nós senão aquilo que podemos fazer.
Mas estar sem pecados veniais não nos é possível, e querer transformar os veniais em mortais é perturbar-se a si mesmo e fazer da vida cristã uma servidão, quando, pela graça de Deus, ela é supremamente livre. Isso é transformar em uma lei de temor aquilo que é uma lei de amor.
Entregai vosso coração ao nosso Senhor Jesus Cristo, abandonai o apego ao mundo e servi-o com verdadeiro amor, pois Ele é um Amante tão perfeito que nunca se ira. Pelo contrário, busca aqueles que não O amam e continuamente renova o amor com a sua Esposa.
Segui, pois, alegremente pelo seu caminho, considerando frequentemente a felicidade eterna que Ele preparou para os seus dilectos.
A graça de Jesus seja convosco. Amém.
Florença, 3 de abril de 1497.
